

TANTOS...
TANTOS... Tantos escritos, tantas paragens, tantos intrépidos Tantos recantos, tantos autares, tantos e tantas: contumazes E eu aqui rumando na tréplica, que me enaltece...de vorazes. Eu que não temo, seta que voa, de dia, ou de noite: apto estou. Vou de alameda, em alameda, voando em barcos de seda Sou uma ameba, ou um cardume, sou atriz, e vagalume Brilho de noite, salto de dia, vou merendando os dias! Certa da fé, e do amor, Do meu eterno Redentor! Tantas imagens, tanta mentira, tanto descaso, sem energia. E mortos-vivos andam morrendo, ou mesmo vivendo de utopia E eu sentada nessa angústia, faço o parto dos meus incautos Tantos martirizados que choram, ou mesmo os néscios: imploram Eles nem sabem do que é vil, apenas vivem bebendo do rio Da insanidade medíocre do sanatório grande e varonil VALÉRIA GUERRA REITER Valéria Guerra
Enviado por Valéria Guerra em 15/09/2015
Copyright © 2015. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
|