

A CORRIDA MALUCA NA ILHA DA FANTASIA
Professores da rede estadual do Rio de Janeiro enfrentam uma grave defasagem salarial. O vencimento-base de algumas cargas horárias chega a ficar abaixo do salário mínimo nacional.
Enquanto o piso nacional do magistério alcançou R$ 5.130,63 para a jornada de 40 horas, o Estado aplica o piso de forma linear, achatando a carreira e pagando valores como R$ 1.588 aos professores em início de carreira, na carga horária de 18 horas. Haverá sempre um Dick Vigarista tentando conquistar o pódio da gestão máxima. E o brasileiro, com sua resiliência, sua fé e sua esperança, permanece como o herói do próprio contexto histórico, em meio à corrida maluca presidencial, que reúne de sepulcros caiados a outsiders. Existe uma linha de chegada a ser cruzada, e haverá sempre um Mutley sorrindo ao final. A escolha de um presidente precisa passar pela mudança de conjuntura... Infelizmente, a pauta jornalística em destaque, não costuma focar em temas sociais, como o da volúpia dos bancos, como o Master, que, tiranicamente, enfiou a mão no dinheiro dos aposentados, ou como no caso do CREDCESTA, que vem descontando parcelas de empréstimos inexistentes dos servidores estaduais do Rio de Janeiro. A vida dessas pessoas foi — e continua sendo — arruinada. Há uma Ilha da Fantasia, com longas noites das astronautas à disposição dos "homens de bem" da nação: aqueles que ocupam elevadíssimos cargos públicos. Há um ecossistema social no Brasil: com ilhas da miséria, onde sobrevivem milhões de brasileiros falidos, esquecidos e injustiçados.
Valéria Guerra
Enviado por Valéria Guerra em 01/07/2026
Alterado em 03/07/2026 Copyright © 2026. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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